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Created by Bruno
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Quest Andina

A trip from January 14, 2009 to January 31, 2009, travelling to Florianópolis, São Paulo, Santa Cruz de la …
Viagem a Bolívia e Peru de mochilão! Saída janeiro/2009.
Trip Tags:bolivia, la paz, macchu picchuMore  

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bolivia, la paz, macchu picchu, peru, quest andina, santa cruz
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Expedição kamisaralho

Expedição Kamisarallo ENE/08

 

“Porque boliviano bom, é boliviano morto e enterrado de cabeça pra baixo pra garantir que não brote”.

                                                                       (dito popular de Corumbá)

 "Não se engane, na Bolívia, pombo também é pollo."

Higiene Pessoal

Leve escova e pasta de dente na mochila. Você sempre, eu disse sempre, deve ter um rolo de papel higiênico na mochila. Leve analgésico, antiinflamatório, Dramin, todo tipo de comprimido pode se fazer necessário. Na Bolívia, compre Soroche Pills em qualquer farmácia, alivia bastante.

Leve protetor solar e óculos de sol, são muito necessários caso você pegue neve no Chacaltaya.
Eu costumo levar um Hipoglos comigo. Lá ele se justifica pq a boca seca e racha e o nariz também resseca (por dentro). Eu passo Hipoglos nos dois (sim, um pouquinho inclusive dentro no nariz) e sinceramente ajuda bastante, é nojento, mas funciona.

Roupas

Toalha de banho. Uma camiseta dry fit. Nao leve casacos, deixe pra comprar tudo de lã na Bolívia. Use-os e qdo chegar no Brasil, dê de presente.

Câmbio

Leve seu dinheiro junto ao corpo, compre um Money Belt (doleira), é bem complicado se sacar dinheiro na Bolívia. E vc sempre pagará taxa por cada saque.

Saia do Brasil com dólares, se paga muito mal pelo real em qualquer lugar (na bolívia estavam pagando R$ 2,10 no dólar, com o comercial em menos  R$ 1,8).

Não troque todo o dinheiro da viagem por dólares pq vc vai voltar a usar reais qdo atravessar a fronteira pra chegar até em casa.

Lembre de ter dinheiro pro final de semana, as casas de câmbio fecham e os cambistas de rua aumentam o preço.

Não troque muito dinheiro na fronteira, é o pior câmbio q existe.

Não troque dinheiro em lugares cômodos, por exemplo, estavamos na fila pra tentar passagem do Trem da Morte e veio uma tia cambiando a Bs. 7,40 pro dólar, uns 100m antes no meio da rua trocavam a Bs. 7,45.

Sempre q possível, tente uma casa de câmbio decente. Se for na Argentina, só te deixam cambiar em casas de câmbio se você for maior de 21.

Em La Paz, existe uma casa de câmbio atrás da Plaza San Francisco (primeira quadra subindo a Sagarnaga a direita) com cotação ótima.

Na Argentina, é mais difícil trocar dinheiro. Tente na Agência da TurBus ou pergunte ao guarda da rodoviária.

No Peru, Chile e Argentina, pague com cartão para pegar uma cotação mais perto do comercial. Nesses países se consegue encontrar máquinas de saque.

Na Bolívia, existe uma agência do BB em La Paz e em Santa Cruz. Tranquilo de trocar ou sacar dinheiro com uma taxa pequena.

Grosso modo, o câmbio se encontra mais ou menos assim atualmente:

1 Dólar = 3 pesos argentinos, 3 soles, 7.5 bolivianos, 500 pesos chilenos, 2 reais

Compras

Compre todos os artesanatos vagabundos e roupas na Bolívia, no Peru compre algo de mais qualidade q você queira. Passe no Free Shop de Puerto Quijarro. Compre a maior parte das roupas em Tiwanako. Pechinche em tudo, junte seus colegas e compre em volume, pechinche de novo. Diga q vai na tienda do lado, pq ali tavam fazendo um preço mais camarada, ou pq ali tinha o q você queria, existem inúmeras estratégias para se conseguir baixar o preço. Como bom turista, compre uma camiseta escrito "La Hoja de Coca no es la Droga" e em Cuzco compre uma camiseta da Cuy Arts. http://www.cuy-arts.com. Eu adorei tomar as cervejas de todos os países, já tome uma cerveja no calor da fronteira com a Bolivia.

Dicas

Não existe onibus direto para uma cidade, ou são muito raros.

Onibus não sai enqto n tiver cheio.
Na Bolívia e no Peru, ônibus não tem banheiro.

Leve o aprendizado do espanhol a serio, viaje com um dicionário na mochila e sempre consulte-o. Quanto melhor seu espanhol, menos chance de tentarem te passar pra trás. Essa é uma das melhores dicas da viagem. Respeitando o idioma e a cultura deles, você conquista um pouco de simpatia e respeito. Existe muito turista brasileiro, europeu e japonês que é mais fácil para eles passar a perna do q alguém com o mínimo de domínio do espanhol.

Não vá por agência de uma cidade para a outra, a menos q você realmente tenha dinheiro pra ir no bus realmente turistico, eles simplesmente te comprarão uma passagem de linha na rodoviaria cobrando um pouco mais por isso, vá na rodoviaria e compre sua propria passagem.

Alguns passeios podem ser feitos pegando uma linha de bus na cidade. É o caso do passeio as ruínas de Tiwanako, pegue um taxi até o cemitério de La Paz e uma perua até Tiwanako.

Respeite a altitude, alimente-se bem, tente não comer depois de fazer esforço (vomitei machu picchu inteiro por causa disso), lembre-se de se hidratar, o clima é muito seco, você vai se desidratar e nao perceber, leve sempre um 2L da água com você.

Em relação aos táxis, depois da fronteira nenhum passeio custou realmente mais q Bs. 12, pare uns 3 Corollas diferentes e pergunte o preço e pechinche, diga para onde quer ir e negocie antes de entrar no carro. Se estiver em grupo grande, faca questão de pegar um carro onde entrem 5 passageiros espremidos e todas suas mochilas.

Se você gosta (sentimos mta falta), leve farinha de mandioca ou farofa na mochila. Você só vai voltar a ver essa iguaria num posto de gasolina qdo voltar pro Brasil.

Policia

Não dê vacilo no básico. Carregue sempre sua identidade ou passaporte, sua carteira internacional da febre amarela e tarjeta de imigração. Se entra, em BOL, PER, ARG, CHI, PAR só com a identidade sem problema algum, se chiarem, reclame, estão tentando te passar pra trás, mostre q você não é otário e que compreende um mínimo de espanhol. Em Uyuni, vão fazer pagar Bs. 20 pelo carimbo de saída do país, contra esse a gente não conseguiu ganhar.

Fora da fronteira, os policiais costumam ser bastante solícitos, especialmente na Bolívia. Com os problemas com Santa Cruz, principalmente em La Paz, existem bastante milicos nas ruas.


Altitude

Pra quem vai de aviao deve ser uma coisa horrorosa... você precisa de muito tempo pra se acostumar, a amplitude dos efeitos variam muito de pessoa para pessoa.
Fomos de onibus parando um dia em Cochabamba (mais baixo que La Paz e ainda não eh possivel sentir nenhum efeito), mas mesmo depois de quase 15 dias de altitude você ainda não está 100%. Basta subir uma escada e querer falar mto qdo chega lá em cima que a altitude já se faz presente. Primeira semana, realmente é foda. Depois não se passam muitos problemas, mas a altitude não deixa você se esquecer dela.
Durma com uma garrafa da água do lado da cama pq o clima lá (principalmente La Paz) é seco.
O álcool pega mto mais rapido, mas não deixe de dar uns tragos na neve (cerveja gelada a temperatura ambiente), e quando dormir uma noite nos onibus da Bolivia.
Soroche Pills ajuda pra caralho (3x por dia) e pode ser comprada em qualquer farmácia.
Use LA HOJA DE COCA. O sabor realmente não é dos melhores, mas não custa nada (se compra nas ruas). Chá, mascar, fumar, cheirar farinha, qualquer coisa vale. E não se encontra no Brasil, então vale a curiosidade e a oportunidade. A quantidade de folha necessaria pra resolver soroche é grande, mas sinceramente, não da barato.

Um problema foda que eu tive, foi uma congestão em Machu Picchu. Subindo desde Aguas Calientes a pé e logo depois que cheguei dei um gole de água e comi uma bolacha, vomitei um dia inteiro. Para garantir, descanse 30min depois de trilhas sem comer.

Trechos

Para se entrar na Bolívia via Brasil, basicamente é necessário se chegar a Campo Grande. Partindo de Santa Catarina, existem 3 linhas. Subindo a serra em SC e, do jeito que puder, chegando até Pato Branco e de lá pegar um RS – Campo Grande (não passa pelo litoral). Um Criciúma – Porto Velho, q tem mtos ônibus, qdo a gente fez, eu contei uns 3 ônibus no mesmo horário. (deve sair a linha mais longa do país huauhahuahu). E Floripa – Campo Grande entrando já em Blumenau e não passando por Curitiba. Essas duas últimas linhas são da EUCATUR, Amazon Bus é show de bola. É o primeiro trecho enorme da viagem, porém um dos melhores. Estradas decentes até lá. O preço numa faixa etária de R$ 150,00. Esteja acordado quando o ônibus passar a fronteira entre SP e MS, a ponte sobre rio Paraná é enorme e a paisagem já vale um passeio pelo Pantanal.

Maiores informações sobre rotas de ônibus: https://appweb.antt.gov.br/transp/secao_duas_localidades.asp

Chegando em Campo Grande, saem vários ônibus por dia a Corumbá (R$ 70), recomenda-se fazer o trecho de noite para já economizar uma noite de hotel e chegando lá umas 5h, 6h da manhã, vc chega cedo na Bolívia com chance de pegar alguma passagem na estação ferroviária ou então com tempo suficiente de fazer alguma treta pra subir no Trem da Morte. Fazendo esse trecho de noite, vc não vê o Pantanal brasileiro (se passa por Aquidauana durante a madrugada), porém na Bolívia ainda é Pantanal tb. Em Corumbá, pegue um táxi para Puerto Quijarro (R$ 10, 6km). Na fronteira (só abre as 8h), se estiver fechada passe pro outro lado na cara-dura, o táxi brasileiro passará vc para um táxi boliviano que cobrará (vc só saberá depois como esse preço está fora dos padrões bolivianos) uns astronômicos R$ 10,00 (3km), por esse mesmo preço fizemos uma corrida de 1h30 no Peru.

Agora, você estará pegando o primeiro Toyota Corolla Invertido (o carro é feito para mão inglesa e o volante é trocado para o lado esquerdo mas o painel continua do lado direito) da viagem, aprenda e repita cmg: “Todo táxi na Bolívia é um Toyota Corolla.” Haverão mais uns 4 iguais no ponto da fronteira e mais milhões deles em todo lugar do país.

Agora, vc está em Puerto Quijarro, primeiro pé na Bolívia. Ao se passar a fronteira, o asfalto acaba, o ar é diferente, as suas noções de civilização mudam, uma imagem do Evo te saúda qdo entrar na casinha da Imigração. O trabalho de fronteira é rápido, se estiver fechado, entre e vá logo atrás da passagem do trem, qdo houver tempo depois, volte até lá (outro táxi), faça o serviço e volte com o mesmo táxi (faça um precinho pela ida e volta e não se estranhe se ele fazer uma corrida enqto vc estiver na fila). Em nenhuma fronteira foi solicitado o cartão da vacinação da febre amarela pelo policial, apenas o deixe perceber que você carrega um papelzinho amarelo.

Para comprar as passagens do trem, claro, primeiro tente do jeito convencional, conforme sua cara de turista, não haverá. Busque uns tiozinhos de colete na área de embarque (andar de cima, subindo pela frente da estação). As passagens existem. O trem não parte lotado e lota muito durante a viagem, a noite não há espaço para se dormir no chão. Observe desde o começo, sempre haverá um cambista que se porta como chefe, com qm todo mundo conversa puxando pra um canto, um cara q recebe documentos (as passagens continuam sendo nominais) dos q vão subir por fora. Aborde esse cara ou algum laranja. Mesmo com a comissão da informalidade, a passagem ainda atinge um preço ridículo se comparado com o Brasil (pra nós, cerca de Bs. 120 para entrar na segunda classe). Caso não consiga passagens para o trem, há a opção de ir de ônibus, as pessoas que fizeram esse trajeto dizem que a estrada é precária e perigosa, mas se não estiver na epoca de chuvas eh transitavel e se chega mais rapidamente que de trêm.

Depois de tudo acertado, pergunte pelo China Shopping (zona franca) e vá lá. Absolut/Danzka por US$ 8, uma garrafa é uma boa companheira de viagem. Vá no shopping do lado desse, desça ao subterrâneo e peça uma salteña na lanchonete, eh a melhor da viagem. Voltando ao trem, conosco, o esquema foi o seguinte, não embarcamos na saída do trem, fomos levados dois povoados adiante, onde o trem tb pára, ali subimos correndo junto com os nativos. Nossos agentes foram junto até o povoado, tivemos q pagar pelo táxi mais a comissão dos caras. Você sobe no trem já no vagão combinado com alguém q está a bordo. Pagamos por passagem de primeira classe, mas passamos a viagem inteira na segunda classe, no último vagão. A ferrovia é tranqüila, não é ela que justifica o nome de trem da morte, a maior parte do caminho é reta e plana. A segunda classe são uns bancos sem divisão, sem encosto de cabeça e nada de conforto. A noite, o povo (fizemos isso tb) dorme no chão porque é a única posição cômoda. Se conseguir, sente-se a janela e não saia mais dali, assim vc terá onde apoiar a cabeça e o corpo. Converse com o povo, a viagem é longa e tensa, mas é uma aula de Bolívia. Se for uma vez na vida, vale a pena. E como vc acabou de entrar no país deles, já começa a aprender como eles vivem, você verá muitas coisas bizarras e chocantes durante a viagem e exercite seu portuñol, ele é a melhor arma contra os golpes. Outro motivo de conversar com os nativos é ganhar seu respeito e saber q assim vc tem menos chances de perder alguma coisa na viagem e pode até ganhar um lugar pra sentar. Até o departamento de Santa Cruz, é a região que não apóia Evo, mais próxima com o Brasil, mais simpatizante com o Brasil e bastante receptiva. Evite chamar a atenção com o q tem na sua mala, tente não se destacar com mta roupa de marca, celular, câmera fotográfica. Tenha certeza de que eles sabem que tem alguém no vagão com uma câmera melhor. Não deixe nada no banco, se resolver ir ao banheiro ou descer do vagão em alguma parada (um amigo perdeu a câmera digital assim jah no começo da viagem). Se estiver em pé, cuide com seus bolsos se alguém insistir em ficar perto demais. Olhe de vez em quando suas mochilas no teto do vagão. Relembrando, a viagem é tensa. Durante a noite são mantidas algumas lâmpadas acesas no vagão. Ah vale dizer que se for nas classes Pullman ou 1a leve algo para se aquecer (nada exagerado). Já se embarcar na segunda, a de bermuda e roupas leves (ainda nao ficou bem entendido o pq disto, pois as condições de aeração são semelhantes, mas foi assim q aconteceu). Conosco, a gente acordou e ainda faltavam umas 8h pra chegar, você vai passar umas 20h sem chance de desistir porque estará sempre no meio do nada, sem alternativa além do trem. Mas, claro, conhecemos muitos bolivianos, aprendemos muitas coisas, é um turismo social. A alimentação a bordo, é a comida que ambulantes, que sobem a bordo a cada parada, passam pelos vagões vendendo. Se vc sobreviver ao trem, está pronto pra cruzar a Bolívia.   

Santa Cruz

   Depois do batismo de fogo, você chegará a Santa Cruz, respeitando o povo boliviano e com um portuñol afiado. Santa Cruz me pareceu a cidade mais normal da Bolívia, sustentada por plantações de soja de brasileiros. Nesta cidade, só tomamos um banho e rolou um almoço forte. Hostel (restaurante)<< KURUPIRA??. Aqui você tem a opção de tomar um Bus direto para La Paz ou parando em Cochabamba (é o mesmo caminho e sai mais barato, porém você há o risco de não encontrar passagens de imediato). Ou entao, conforme o roteiro você se dirige para os lados de Sucre e Potosí, onde a estrada é um lixo também. A gente não visitou, porém o que se diz é que Sucre deveria ser a verdadeira capital da Bolívia.

Cochabamba

    Chegando aqui, corra atrás de uma passagem para La Paz, depois veja o que dá tempo de fazer. Saia da rodoviária, atravesse a rua e conheça o primeiro mercadão boliviano da viagem, compre uns pães (uns secos e em formato de disco) para matar a fome, ou bata um pollo na calçada. A gente teve o azar de acontecer um protesto nas estradas que se chega a La Paz e, por isso, teve q passar das 6h as 22h em Cochabamba. Aqui vale um turismo informal e de baixo custo, dando uma caminhada pela cidade. Não chegamos a conhecer o "Cristo Redentor" de Cochabamba, é uma imagem igual ao do Rio de Janeiro mas com 34 metros de altura (2 a mais que o Cristo carioca). Depois de percorrer todo o mercadão da frente da rodoviaria, você pode dobrar a esquerda ao sair da rodoviaria e ir em direcao ao centro da cidade, conhecer a Plaza de Armas, igrejas e essas coisas. Cochabamba ainda nao está acima dos 3000m e nao se sente os efeitos da altitude, porém um tempo perdido e uma caminhada aqui já ajudam na adaptação. Como fica na faixa de altitude onde se planta a coca (2000-3000 se nao me engano) já se pode comprar e começar a mascar la hoja. Aqui eu comprei um cobertor, pois nao estava levando agasalhos, para poder compra-los todos durante a viagem. O cobertor (junto com uma garrafa de vodca) a partir daqui é um grande parceiro de noites de ônibus e também na hora de encarar algum hotel mais trevas (conosco todo hotel tinha bastante cobertores).

La Paz

    Agora vc chegou em La Paz, dah pra perder uma semana de viagem aqui. Resumidamente, caminhamos pela cidade no primeiro dia, monte Chacaltaya e Valle de la Luna no segundo dia, ruínas de Tiwanako no terceiro dia. Sobrou a Estrada da Morte em Coroico, onde você desce 3300m em 70km de estrada em bikes importadas de primeira linha por aproximadamente 40 dólares, passando um dia arregado com banho de piscina e rango, eu nao fui, mas falaram que é animal também, só tome cuidado pra não se matar, encontramos várias pessoas que se machucaram por lá. Também existe a reserva de Rurrenabaque, não sei o que se faz lá.
    O monte Chacaltaya vale a pena, pela chance de se ver a neve e por estar a 5400m você vai sentir a altitude mais fudida que dá pra ir sem equipamento de alpinismo, se faz o caminho de van e um pedacinho caminhando. Levemos um trago pra brindar a conquista do pico e filmamos o video mais estranho da viagem provando que a falta de ar deixa o cara meio lesado. Valle da Luna é só um passeio rápido por uma paisagem estranha, custa baratinho e te vendem junto para interar o dia.

    As ruínas de Tiwanako estão parcialmente escavadas, arqueologia patrocinada por Chávez, o Vale Sagrado em Cuzco é mais interessante, porém aqui você terá acesso ao artesanato mais barato do passeio inteiro. Vá com dinheiro e não compre das criancinhas que vão pular na van a hora que você chegar. Se quiser entender alguma coisa daquelas construções vale arranjar um guia, eles estao na entrada do parque e vao te procurar.

    Tente se hospedar no Hotel Torino (Bs. 25 pra estudante c/ baño compartido), fica na mesma quadra do centro político da capital, a Plaza Murillo, possui um restaurante com uma boa comida (Bs. 17), possui um café mais chique e uma lan house (Bs. 4 a hora), este Café e Lan House pertencem ao hotel, caminhe um pouco mais e certamente encontrará algo mais barato. No dia do passeio pela cidade, vá até o Mirador Laikakota (Bs. 3,50), tente visitar um estádio q tem ali perto e depois passe a ponte de las Americas, subindo pela avenida Central da cidade (Arce/19 de Julho), isso jah vai render uma grande caminhada. O pico do artesanato barato na cidade é a praça San Francisco e a regiao da Calle Sagarnaga (que inclui a famigerada Rua das Bruxas). No final da Calle Illampu, existe uma rua com uma grande concentração de licorerias. Procura por Paceña Red Lager, uma delícia. Aqui tb se pode comprar Licor e Aguardente de Coca.

     La Paz possui uma grande variedade de restaurantes, consegue-se almoçar bem por aproximadamente Bs. 5 no mercado público próximo a uma passarela, as opções de fast food são inúmeras (acredite nesse pais se consome tanta gordura trans quanto nos EUA! Uma das maiores redes de fast food é a Pollos Copacabana lá você compra 4 pedaços de frango grandes ( dois de peito, uma coxa e uma sobrecoxa) + batata frita grande + banana frita + refrigerante grande por Bs. 33, outra boa casa pra se comer é a Pollos Cochabamba (é o concorrente do Pollos Copacabana) a batata frita nele era 3 bs. O Brosso é um restaurante mais burguês e serve desde lanches, comida mexicana e também pollo frito. Vimos um restaurante com comída típica cubana que tinha um bom preço também (em torno de Bs. 25 o prato). Próximo a embaixada do Brasil é possível encontrar mini mercados (acredite na Bolívia você não encontra supermercados igual os que temos no Brasil) nele você consegue comprar algumas coisas que você está com vontade de comer e que não acha na rua.

     Outra coisa boa de La Paz são as Lojas com roupas importadas (mochileiro bom não gosta de sair pra fazer compras), no Shopping Norte (colado ao Hotel Torino) temos uma das filiais da Loja Fair Play, nela você compra roupas da Nike, Adidas e Puma a preços de EUA, além das camisas do Bolívar e do The Strongest ambas por 14 dólares as de manga curta e 16 dólares as de manga longa. Também nesse Shopping há uma loja que vende camisas polo da Tommy por 25 dólares e umas perfumarias com preços parecidos com os de Free Shop.

    Próximo passo, a ida a Cuzco, é possível através de duas rotas: por Copacabana ou por Desaguadero (mais barato).

Copacabana

    Por mais direto q te prometam o bus, ele parará aqui. Guarde uns Bs. 5 pra atravessar a balsa do estreito de Tiquina, todos saem do onibus e cruzam um pedacinho do Titicaca (primeiro contato com o lago). Conforme a disponibilidade de tempo e o clima, rangue uma trucha a la plancha a beira do Titicaca ou vá para Isla del Sol e durma lá. Conosco, na ida o tempo estava feio e melhorou bastante quando retornamos pelo mesmo caminho, decidimos dormir na ilha só na volta do Peru, chegando na ilha umas 15h, 16h de barco (existem alguns poucos horarios para a saída do barco, informe-se, dura 1h30), hospede-se em qqer hotelzinho (cerca de Bs. 20 por cabeça), a gente dormiu no primeiro hotel do caminho, q tem uma vista animal para a baía onde se aportam os barcos e para a isla de la luna. Ah, não ache que vai conseguir um chuveiro com água caliente (acho que é raro!). Pergunte pela trilha para o Norte e se mande para lá para pegar o pôr do sol no extremo Norte da Ilha, a trilha dura umas 2h, 3h. Leve lanterna, pois se esperar o pôr do sol, você voltará no escuro. No caminho, uns locais nos abordaram vendendo ingresso para umas ruínas q a gente não queria ver, não teve chupada. Comeram-nos Bs. 5 de cada um, mas não deixe barato, pechinche, xingue, faça valer essa grana inútil. Se quiser realmente conhecer a ilha vale a pena dormir duas noites por lá.

    Se não estiver indo para a ilha, fique extremamente ligado com suas mochilas, pra mim, este é o único trecho onde realmente vimos as malas correrem perigo, certifique-se que suas malas e você estão no mesmo ônibus, na dúvida, não deixe ela no ônibus para poder conhecer o local sem carregar peso e se a mala for pequena, leve ela com você dentro do ônibus. Chegue uns 20min antes do horario que falaram pra você aparecer por ali. Na fronteira, todos devem baixar do ônibus para fazer o trabalho de imigração, mantenha um olho no seu ônibus, carimbe seus papelzinhos e volte para o ônibus, se demorar, jogarão sua mala no chão e vão embora, pq aqui todo mundo troca de onibus ao entrar para o lado peruano.

Puno


    Não dormimos em Puno, tampouco me parece q deveríamos tê-lo feito. Se sua passagem até Cuzco já está comprada, avise antes de chegar em Puno ou qdo descer na rodoviaria, que você vai querer pegar um ônibus pra Cuzco mais tarde para poder ir até as Islas de Uros. O passeio dura cerca de 1h30 e é feito para turistas mesmo, tudo ensaiadinho e um pouco ocidentalizado, mas vale a pena ver as grandes obras de engenharia indígena que são as ilhas. Chegará um momento que todos serão convidados a andar de jangada, quando el Capitán estiver bem seguro que vocês estão bem no meio do lago, longe de qualquer ilha, você saberá que tem que pagar pelo passeio de jangada também (como eu dizia, realmente é um passeio para turistas).  Depois disso, retorne a rodoviária e aguarde seu ônibus (trecho conturbado também), encha o saco no balcão da rodoviária antes do passeio até a ilha e depois também. Se o onibus atrasar menos de duas horas, você tem sorte, senão chame a polícia, não fará o ônibus chegar mais rápido, mas vale a pena pra passar o tempo. E fique de olho, essa rodoviária é um local famoso por ser ponto de trombadinhas.

Cuzco

    Depois de se expor aos sortilégios rodoviários da viagem, você está em Cuzco. Outro ponto importante da viagem, junto com La Paz. Contate Jimmy e seu nariz torto (9350450, jirovi@hotmail.com) e fique tranquilo. A gente descobriu esse cara por sorte e ele é recomendadíssimo. Para se ir a Machu Picchu, se tem q ir a Ollantaytambo, de onde saí o povo q faz as trilhas e o trem q vai até Aguas Calientes. Durma em Aguas Calientes e suba até Machu Picchu, no outro dia cedão, chegando umas 8h no parque, não haverá ninguém e você poderá curtir pra caralho. Leve mantimentos pro parque pq lá é caro pra caralho.  Já no mesmo dia, no fim da tarde sai um trem pra Cuzco, a gente ficou no Hotel Mirador Hanan Qosqo (5 minutes a pie de la celebre Plaza de Armas, segundo o folder do hotel), na Calle CcoriCalle, 445, no fim da Calle Procuradores q comeca na Plaza de Armas da cidade. Também foi um hotel de localização excelente. Almoce na Calle Procuradores, dê uma volta na praça que é show de bola, visite as lojas por perto, não deixe de comprar uma camiseta da Cuy Arts. (www.cuy-arts.com) Além de ir até Machu Picchu, tb faça o passeio do Valle Sagrado e compre o Boleto Turistico de Cuzco que te dá permissão para visitar alguns sítios da região, complementando as visitas as ruínas incas, e uns museus na cidade. Não se esqueca de investir um dia para caminhar pela cidade.

    Cuzco ainda é o umbigo do mundo. Baladas em Cuzco são para muitos as melhores da América do Sul, e pq são tão boas? Primeiro pq dentro delas nem reuniões da ONU possuem tantas nacionalidades distintas, segundo pq não se paga para entrar em nenhuma das baladas que já ficam uma do lado da outra, terceiro tirando o Mama Áfrika todas as baladas dão os chamados "FreeDrinks", dá pra ficar bebado de graça e ir para o Mama África, quarto motivo é o Mama África, um bar pequeno (200 pessoas no máximo) embalado por músicas de todos os países sem se importar com o estilo musical, ali o que vale é dançar, pegação e rir. Na mesma noite, você vai escutar Ivete Sangalo, La Mano de Dios (música feita para homenagear Maradona), I´ll Survive, Bob Sinclair, Fat Boy, Elvis e Beatles. Lá pelas 5 da manhã, o bar fecha as portas e quem está ali dentro pode comer umas frutas e tomar uns chás tudo por conta da casa!

Aguas Calientes

    Vá atrás dos banhos de Águas termales (10 soles) e não se esqueca de dormir cedo. O onibus que sai de Aguas Calientes até o parque custa US$ 6 pra subir, entao vá a pé. Acorde umas 4h30, bata um rango e se mande, depois da ponte o caminho é foda, se cansar, saia das pedras e suba um pouco pela estrada do onibus, é bem maior, mas muito mais fácil.

Machu Picchu

    O lugar é muito maior do q eu pensava. Se você achar que consegue, suba o Wayna Picchu (só passam 400 por dia, entao agilize). Não esqueça de sentar na pedra, acender um fino e curtir o barato do lugar, ou senão bota tudo pra fora e se purifica por lá mesmo. Se você for um ze da trilha e quiser conhecer tudo por lá e ainda aproveitar pra curtir a paisagem e a energia vai dispender um bom tempo e bastante folêgo. Passando por Wayna Picchu com suas ruinas, vistas e templo de la luna, Huchuy Picchu (recomendo subir lá), todas as ruinas de Machu Picchu, além de ir até a ponte inca (ja que se esta por lá vale a pena ir [30min]) e descansar e curtir o parque vc vai gastar pelo menos umas 6, 7hrs. Então esteja preparado e durma bem. Se quiser ir a fundo e entender melhor todas aquelas construções vale arranjar um guia, eles estao na entrada do parque e vao te procurar. Você pode pegar carona com algum guia (economizando uns trocados), ficando por perto de um guia qqer, tentando escutar o que ele diz e fazendo de conta q tah olhando outra coisa pra nao arranjar problemas.

 

Uyuni

    De Cuzco, voltamos para La Paz passando por Copacabana outra vez. Uma vez em La Paz, dê um jeito de comprar uma passagem de ônibus até Uyuni. Até Oruro é asfaltado, depois disso, conforme a época do ano, o trecho é trevas! A gente se fudeu mto. Só pra exemplificar, o ônibus rodou um pedaço da viagem com uma roda a menos. Chegando em Uyuni vc verá que aqui não se conhece o asfalto tampouco o meio-fio. Ao comprar o seu pacote, se for para o outro dia, miguele uma durmida no Hotel Avenida inclusa no pacote. Este é o Hotel mais decente da cidade, localizado na parte da cidade mais decente. Nao se esqueca de tomar um banho. No passeio inclui 3 refeições, porem passe no mercado da cidade e compre umas bolachinhas e pão seco. A gente viajou com a Wayra del Altiplano (Cel: 73872397, do lado do Hotel Avenida) e não teve maiores problemas. As melhores agências são a Colque e Cordillera, tb escutamos recomendações sobre a Esmeralda Tours, a única agência que realmente parece uma roubada é a Pamela. O passeio é incrivel e sai por cerca de US$ 70, compre na cidade mesmo, direto pra agencia ou telefone pra eles, não compre em agências em La Paz, Oruro ou Potosí (sai bem 30, 40% mais caro). Todos os passeios incluem rango e hospedagem pra todos os dias. Os carros partem mais ou menos junto e fazem o mesmo caminho. Se seu carro quebrar, paciência, não é culpa da agência. Vale lembrar que é um passeio rústico, e que nem sempre se terá tudo o q se imagina. Muitas pessoas postam coisas reclamando do passeio, lembre-se q vc vai estar sujeito ao padrao de vida boliviano, uma eventual caganeira, problemas aceitáveis no carro e alguns pneus furados estão inclusos no pacote. Mas, lembre-se sempre de perturbar o pessoal da agência, pergunte várias vezes acerca de comida, sobre o carro, onde dormir. Um problema que pode ocorrer é ir para um carro terceirizado, isso ocorre qdo algumas agências nao conseguem completar um carro com seus clientes e juntam os remanescentes de algumas agências diferentes para partir num carro para o passeio. Por isso, tente entrar em contato com a agência antes, ou chegue em um bando em Uyuni ou durma uma noite na cidade (ultimo banho dos proximos dias) e espere o seu carro se completar pela propria agencia.

Passeio de Uyuni

    Conforme a época do ano, o passeio não envolverá o salar por mais de q 1 hr, isso só no primeiro dia, depois vc se distancia e pega o deserto q vai até o Chile. Se for na época seca, a travessia do Salar é possível, senão você fará outra rota por estrada de chão. Existem passeios de 1 dia, 3 dias, 5 dias. Você escolhe e lembre-se de ver se há um carro completo (6 pessoas). Há opções de se descer no Chile e ficar por lá ou voltar pra Uyuni. Deixe isso claro na agência antes de sair. Por estar o rango incluído (3 refeições diárias), algumas agências dizem q embarca junto uma cozinheira, normalmente a mulher do motorista. Conosco, não viajou nenhuma cozinheira, mas comemos super bem, algumas refeições o motorista preparava, outras eram feitas na hora pelo pessoal dos lugares onde a gente dormia. Ao longo da viagem, você verá a maior concentração de coisas que você nunca viu antes da viagem. Geiseres, flamingos, deserto, lagoas belíssimas. Vale muito a pena!

O QUE FAZER NA TRIPLICE FRONTEIRA,...

     No ultimo dia do passeio, caso você queira ir para o Chile e não retornar para Uyuni, te largam no meio do deserto, (a fronteira BOL-CHI é lah) onde a gente larga o 4x4 e sobe num onibus que leva até San Pedro. Essa é a unica fronteira séria da viagem, não se pode passar com coca. Pacote de comida industrializada fechado passa na boa, cada um só pode passar com 2L de bebida alcoolica pro otro lado (ficamos no limite). Apesar do stress e da pressão psicológica (e a multa salgada pra qqer problema), ouso dizer q eu conseguiria passar com folha de coca no dia q a gente cruzou, a mulher que olhou nossas mochilas era parceira, não sei se é assim todo dia, não vi cachorro farejador nenhum pela redondeza. A estrada que sai da Bolívia e leva a San Pedro é muito interessante, em 1h de ônibus você baixa uns 2000m. Antes de começar a descer, pegue uma garrafa PET meio vazia, feche-a e veja o q acontece. Vale lembrar q se vc deseja ir para Salta não vale a pena ir para o Chile. Os onibus q saem de sao pedro do atacama para salta sao poucos (tres dias na semana e estao sempre cheios até a próxima semana). Se sua intenção é ir para o norte da Argentina sugiro que volte para Uyuni no fim do passeio do salar e de la vá até (nome da cidade da fronteira-bolivia) de trem (uma vez na semana), ou de ônibus. Lá atravesse a fronteira para (nome da cidade da fronteira-argentina) e pegue um onibus para Salta.

San Pedro de Atacama

 

    Se sua opçao for ficar por San Pedro você pode alugar uma bike (R$ 5 a 10) e conhecer muitos dos passeios que se paga caro por uma agência (como tomar banho na laguna salgada e conhecer o valle de la muerte). Pelas agencias que estao espalhadas pelas ruas da cidade pode-se fazer o passeio ao valle de la Luna e ver o por do sol no deserto [U$10] (vale a pena!!), alem de outros pra visitar os geysers, salar e muito mais. A cidade parece uma vila de faroeste, e tudo é MUITO caro e parece ainda mais pq você acabou de sair da bolivia!!!! Assim se quiser fazer varios dos passeios e conhecer bem o atacama vai ter q gastar um bom dinheiro. Os hostels mais baratos sao U$12 com quarto e banheiro compartido. O Chile, é um país melhor q o Brasil, mais organizado e mais caro. As hospedagens são mais caras. Cartões de crédito são aceitos normalmente. O câmbio em San Pedro não é mto favorável

 

    *Há um BusCama de San Pedro de Atacama até Santiago, ele sai todos os dias as 19h, são 24 horas de viagem, a passagem custa 32 mil pesos chilenos, e servem 3 refeições a bordo.

Antofagasta

    Se você não conseguir ou nao quiser ir para Argentina, você pode seguir em direção Norte ao Peru saindo por Tacna ou ir para Santiago ao Sul. No meio do caminho está Antofagasta. Tipíca cidade portuária, certamente é a capital Emocore do mundo, a concentração de emos é inacreditável. Mais ao norte, está Iquique, outro porto, onde há uma zona franca, mas aqui você tb pode encontrar alguma muamba. A cidade tem um relevo que forma uma paisagem incrível. Vale a pena curtir um por do sol na beira do mar, coisa q pra brasileiro é novidade. Pergunte por um mirante que há atrás dumas lojas de departamento e entre alguns cais de portos, é uns 2km da rodoviaria, atrás da Mall Plaza. Ao entrar em uma casa de cambio em antofagasta eles provavelmente gritarão, mãos ao alto!! (?quien escribió eso?, yo estuve en una casa de cambio y no hubo problemas)

 

Santiago

    De Antofagasta a Santiago se leva 20h. (VOU FAZER DEPOIS OK. Daqui uma passagem para o Brasil, para RJ ou SC, custa o mesmo preço, boa chance de conhecer o Cristo Redentor. (uns 70 e poucos mil pesos). Para a Argentina, vc sai para Mendoza, a fronteira CHI - ARG eh localizada no meio da cordilheira, show de bola tb.

 

    *Do terminal de onibus de Santiago ao aeroporto procure ir com uma linha de bus que custa 6 mil pesos chilenos, saídas a cada 30 minutos, sai muito mais barato que ir de taxi!

Mendoza

Tipíca cidade feia de fronteira. Vive da indústria automobílistica e petroquímica. Aqui vc imenda um ônibus pra Córdoba ou Bs.As., estas passagens já podem ser compradas no Chile. (Bons vinhos!!)

Buenos Aires

Córdoba

    Cordoba eh uma cidade mais interessante, não fiz nenhum passeio, porém uma volta pela cidade é bem legal. Uma parte enorme da cidade (perto da rodoviaria) é reservada a parques, zoológicos e a cidade universitária. Lugar de muitos protestos na ditadura militar, centro do movimento peronista no Argentina, a cidade foi palco de um movimento estudantil e sindicalista forte e de muitos conflitos com a polícia na época, existem as praças e pontos onde ocorreram diversas manifestações q tem alguma relevância na história da Argentina, tb tem uma estátua de Carlos Gardel  (famoso no Tango) em outro canto da cidade =). Daqui você pode ir para o Norte da Argentina, tentando chegar ao Paraguai (Correntes, Resistencia, Posadas, Puerto Iguazu) e entrar por Foz do Iguacu, tendo a chance de conhecer Itaipu e as cataratas. Infelizmente, meu dinheiro se acabou nesse momento da viagem e eu tive q vir direto pra SC num onibus de argentinos para Balneario Camboriu (no verao, saem vários por dia, no mesmo horario que sai da cidade, saíram mais 3 ônibus da empresa para o mesmo destino). Bata um choripan em alguma esquina e cuide se não tem abacate no meio, só argentino gosta disso.

 

Entrando no Brasil

    Aqui tudo se queda mais pessoal, eu, depois de quase um mês de viagem, sozinho, recém assaltado, ansiava pisar em terras brasileiras, logo depois da fronteira, o ônibus parou pra bater um almoço num posto já em Uruguaiana. A sensação foi maravilhosa, a visão de um prato com farinha de mandioca e carne vermelha, comida confiável, junto com uma Antarctica me fez dormir por umas 3h depois de ter voltado pro ônibus. Um papo com uma senhora cordobense, um livro de rodoviária lido (La aventura de Miguel Littin clandestino en Chile - Gabriel Garcia Marquez, mto bom) e uma garrafa de Fernet comprada na Argentina, ajudaram a passar a viagem extremamente rápido. Comprada passagem por US$100 até Floripa, pedi pro motorista me deixar em um posto em Tubarao na beira da BR101 e cah estava eu outra vez falando português.


Mais informações

http://castroesilva.blogspot.com/2007/05/mochilo-inca.html

http://boliviaeperu2007.blogspot.com/

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Planned Activities
Wed 01/14/09 (day 1) - Florianópolis
Thu 01/15/09 (day 2) - São Paulo
Transportation
Entertainment
Entertainment
Fri 01/16/09 (day 3) - Santa Cruz De La Sierra
Sat 01/17/09 (day 4) - La Paz
City
Fri 01/23/09 (day 10) - Chacaltaya
 
 
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