floresta da tijuca
By A Yahoo! Contributor, 8/27/11
São, ainda, verdadeiros laboratórios vivos para pesquisas que não podem ser efetuadas em outros locais.
(hoje, Muda da Tijuca e Usina da Tijuca).
Apresenta-se com relevo montanhoso, abrangendo as Serras de Três Rios, da Carioca e o grupo Pedra da Gávea / Pedra Bonita, desde 80 metros de altitude (ao fundo do Jardim Botânico), até 980 metros (no alto da Serra da Carioca) e 1021 metros (no Pico da Tijuca).
A conseqüência climática, além da atenuação térmica altitudinal e da amenidade devida à vizinhança oceânica é a de se formar um excepcional anteparo colecionador da umidade, resultando em chuvas fortes e demoradas que superam 2.000 mm de precipitação por ano, mais freqüentes de setembro a abril.
Predominam as rochas compostas de gnaiss, com presença eventual de massas graníticas. O imenso maciço se apresenta interrompido por diques de diabásio que sofreram maior desgaste pelo intemperismo, originando gargantas e vales entre as montanhas (como o vale dos Macacos, Mesa do Imperador, o Alto da Boa Vista, a Garganta Mateus, na Estrada Grajaú-Jacarepaguá, etc.). São numerosos veios de pegmatito.
Possui cerca de 39,51 km², sendo o segundo menor Parque Nacional do Brasil.
Primitivamente todo o Parque esteve coberto por densa cobertura florestal do tipo de Mata Tropical Pluvial. Historicamente, tal floresta foi quase que inteiramente substituída, em razão da retirada de madeira de construção para o Rio, lenha e carvão para consumo de numerosos engenhos de cana-de-açúcar, olarias e fins domésticos, bem como da expansão da lavoura cafeeira em quase toda áreas.
Em seguida, foram plantadas milhares e milhares de mudas de árvores, trazidas das áreas vizinhas (Pedra Branca, Guaratiba, etc.). A partir do século XIX, a Natureza veio retornando a área e hoje temos o Parque quase que totalmente florestal, com uma flora rica e diversificada.
Murici, ipê-amareio, ipê-tabaco, angicos, caixeta-preta, cambuí, urucurana, jequitibá, araribá, cedro, ingá, açoita-cavalo, pau-pereira. cangerana, canelas, camboatá, palmito, brejaúba, samambaiaçus, quaresmeiras, caetés, pacovas, líquens, musgos, etc. são algumas das milhares de espécies vegetais que formam a complexa floresta do Parque.
Ocorrem numerosos insetos, aranhas e outros artrópodes diversos; cobras como caninanas, corais, jararaca, jararacuçus; lagartos como calangos, iguanas, teiús; como saíras, rendeiras, tangarás, arapongas, beija-flores juritis, gaviões, urubus, urus, jacupembas, inhambus-chintã; mamíferos como sagüis, macacos-prego, cachorros-do-mato, quatis, guaxinins, gatos-do-mato, pacas, ouriços-coendu; caxinguelês, tapitis, tatus, tamanduás-mirim, gambás, etc., entre milhares de exemplares de uma fauna que se esconde do visitante ou é noturna.
O principal valor que pode ser considerado inestimável em razão do posicionamento único da área, se refere à possibilidade garantida do desenvolvimento da sucessão vegetal e animal por processos naturais de evolução.
Em outras palavras, o Parque apresenta-se como palco de ação de processos evolutivos naturais, sob os olhos dos homens, inclusive sem interferência humana. Flora e Fauna, em suas linhas gerais, atingem um equilíbrio, instável, mas natural.
São as densas florestas no vale do rio dos Macacos, nas Paineiras, na estrada do Sumaré, bem como a Floresta da Tijuca; os imensos maciços rochosos de Dona Marta, do Corcovado, do Pico da Tijuca, da Pedra Bonita e da Pedra da Gávea; os mirantes de Dona Marta, do Corcovado, de Paineiras, do Andaraí Pequeno, do Passo do Inferno, da Bela Vista, do Excelisior, do Almirante, etc.: a Cascatinha, os riachos de água cristalina correndo por entre pedras lisas sob o dossel das grandes árvores.
A monumental estátua do Cristo Redentor, com 33 metros de altura, feita em concreto armado e revestida com mosaicos de esteatita, foi construída sob subscrição popular. É um dos pontos que simbolizam a própria cidade do Rio de Janeiro, no alto do Corcovado a 710 metros de altitude.